Na sessão europeia, o destaque foi o relatório de CPI do Reino Unido, que saiu próximo ao previsto e não provocou mudanças significativas nas expectativas do mercado.
Já no cenário americano, o foco passou a ser as decisões de política monetária do BoC e do FOMC. O BoC deverá cortar 25 pontos-base, levando a taxa a 2,50%. As perspectivas de cortes já vinham sendo alimentadas pelo último relatório de empregos canadense, que mostrou perda de vagas e alta da taxa de desemprego para 7,1%.
O mercado também precifica mais 25 pontos-base de redução em dezembro. Já a Fed é esperada para reduzir a taxa-alvo em 25 pontos-base, com a faixa de fundos federais em 4,00%–4,25%. Espera-se que haja votos para um corte maior de 50 bps por alguns governadores, e a divulgação do SEP e do dot plot ganha destaque.
Desde junho, a projeção do Fed indicava dois cortes em 2025 e um em 2026, totalizando 75 bps até o fim de 2026. O mercado atualmente precifica cerca de 148 bps de alívio até 2026, com três cortes em 2025 e três em 2026. Pode haver surpresa hawkish caso o Fed sinalize apenas um ou dois cortes em 2026.
A coletiva de imprensa do presidente Powell deve enfatizar a fraqueza do mercado de trabalho, com menor foco na inflação, alinhando-se ao tom já sinalizado em Jackson Hole. Pode ainda haver compromissos mais firmes com cortes adicionais caso os dados de emprego se deteriorarem.