Ouro dispara para recorde de US$ 3.682 com a semana do Fed alimentando apostas de afrouxamento

  • XAU/USD alcançou novo recorde superior a US$ 3.680.
  • Mercados precificam um corte de 25 pb pelo Fed em setembro, com uma minoria prevendo 50 pb.
  • Na terça-feira, as vendas no varejo dos EUA podem definir o tom antes da decisão do Fed.

No início da semana, o ouro superou o recorde anterior de US$ 3.674, atingindo US$ 3.682 e caminhando para testar o patamar de US$ 3.700 no curto prazo. Os investidores se preparam para a reunião do FOMC marcada para 16-17 de setembro. As expectativas de um corte de juros estão elevadas, o que derrubou os rendimentos dos Treasuries e manteve o dólar próximo de mínimas de uma semana. No momento da consulta, o XAU/USD operava em torno de US$ 3.681, com ganho de mais de 1%.

Diagnóstico diário: ouro sobe enquanto rendimentos dos EUA recuam

Foi mais uma semana de decisão para o Fed, com o mercado avaliando sinais de uma nova rodada de estímulos monetários diante de dados mistos. Mesmo com a inflação ainda elevada, revisões no mercado de trabalho e declarações de autoridades abriram espaço para uma próxima redução de juros.

Além disso, os prêmios de títulos do Tesouro caíram e o dólar americano recuou, sustentando a trajetória de alta do ouro. O mercado observa a ata de política econômica e o chamado “gráfico de pontos” do Fed que indicará a trajetória da taxa nos próximos encontros.

O ouro acompanha o movimento de ativos de risco, com o dólar enfraquecido oferecendo suporte adicional à demanda por ouro, especialmente em cenários de incerteza econômica.

Perspectiva técnica: o ouro mira US$ 3.700

A tendência de alta se manteve, com o metal não rendendo juros atingindo novo pico histórico, mas o momentum de curto prazo mostra sinais de alta limitada. Se o ouro recuar abaixo da máxima de 9 de setembro em US$ 3.674, a próxima barreira pode ficar em US$ 3.650, seguida pela mínima de 11 de setembro em US$ 3.613. Caso ultrapasse US$ 3.682, o próximo obstáculo está em US$ 3.700.

Perguntas frequentes sobre Ouro

O ouro tem sido usado como reserva de valor e meio de troca ao longo da história. Além do brilho, é visto como um refúgio seguro em tempos de turbulência, oferecendo proteção contra inflação e desvalorizações de moedas.

Bancos centrais são os maiores detentores de ouro, ampliando reservas para sustentar a confiança na economia. Em 2022, bancos centrais adicionaram milhares de toneladas para diversificar reservas, com destaque para países emergentes.

O ouro costuma se mover em relação ao dólar e aosTreasuries, servindo como hedge em cenários de risco. Quando o dólar cai, o ouro tende a subir, e o contrário também ocorre com ativos de maior risco.