Principais destaques:
- Como as expectativas de juros mudaram após os eventos desta semana
- Mercadores revisam para cortes de 25 bps no Fed até o final do ano
- Por que o Fed pode cortar 50 bps na reunião da próxima semana
- Tarifas de 15% nos EUA podem reduzir lucros no Japão
- Villeroy: outro corte de juros é possível em reuniões futuras
- Simkus: riscos de inflação são significativamente altos
- Kazaks: não pode haver um caminho predeterminado para o BCE
- Müller: as taxas no patamar certo neste momento
- Escriva: atingimos a meta de inflação
- Patsalides: as taxas podem seguir em qualquer direção no próximo período
- Rehn: inflação parece ancorada agora
- Expectativas de inflação pública no Reino Unido sobem na pesquisa trimestral do BoE
- França: CPI final de agosto +0,9% vs preliminar +0,9%
- Alemanha: CPI final de agosto +2,2% vs preliminar +2,2%
- Reino Unido: PIB mensal de julho 0,0% vs esperado 0,0%
- China: M2 de agosto +8,8% y/y vs +8,7% esperado
Mercados:
- Dólar no topo, Iene ficou para trás no dia
- Ações europeias, em geral, com quedas; futuros do S&P 500 caem 0,1%
- Rendimentos de 10 anos nos EUA sobem 2,9 bps para 4,039%
- Ouro avança 0,4% para 3.648,62 dólares
- WTI sobe 1,1% para 63,09 dólares
- Bitcoin sobe 0,6% para 115.096 dólares
Resumo da sessão: não houve grandes novidades durante o pregão, apesar do fluxo considerável de manchetes. O BCE reiterou posições após a decisão de ontem, com ainda mais comentários destacando que o mercado reagiu de forma exagerada e que novas reduções podem ocorrer no futuro. Em linhas gerais, o cenário sugere que o BCE deve permanecer neutro até dezembro, deixando a ação dependente dos dados. O humor nas bolsas europeias segue contido, com o dólar estabilizando após os dados de inflação dos EUA e de pedidos de auxílio dessa semana. O apetite por ativos de maior risco é moderado, com expectativas de cortes nos EUA já precificadas em boa parte para o fim do ano.
O par EUR/USD flutua próximo de 1,1727, com grandes vencimentos de opções no radar; USD/JPY avança para 147,70, sem mudanças de grande impacto. Demais moedas não apresentam direções claras diante da cautela que marca a reta final da semana. As ações globais permanecem hesitantes, com futuros dos EUA estáveis e o desempenho europeu ansiando por impulso que não surge de imediato. O DAX, por fim, recua após uma semana de ganhos moderados em comparação com seus pares regionais. No lado das commodities, o ouro permanece bem suportado, sem ampliar as altas, em torno de 3.648 dólares a onça, com a busca por uma quarta semana consecutiva de ganhos ainda presente.