O índice do dólar dos EUA (DXY) opera com leve queda perto de 97,60, após sinais de fraqueza no mercado de trabalho norte-americano.
Analistas apontam que a confirmação de cortes de juros pelo Federal Reserve em setembro permanece no radar, com a média móvel de 100 dias (≈ 98,67) atuando como uma barreira crucial para o índice.
O mercado acompanha ainda dados importantes, como o CPI de agosto e o relatório de empregos de agosto, esperados para os próximos dias.
De acordo com o CME FedWatch, há probabilidade de cerca de 10% de um recuo de 50 pontos-base, enquanto a maior parte dos operadores espera reduções menores de 25 bps.
O relatório de empregos (NFP) dos EUA mostrou sinais de fraqueza, com ganhos de apenas 22 mil vagas, e a taxa de desemprego subiu para 4,3%.
Se o DXY quebrar o piso de 97,45 e romper a mínima de setembro, a volatilidade pode empurrar o índice em direção a 96,38, com risco de atingir 93,28 em caso de fraqueza adicional. Em contrapartida, uma recuperação acima de 98,45 pode abrir caminho para regiões próximas de 99,42 e, finalmente, 100,00.
No horizonte, o CPI de agosto é aguardado com atenção, pois pode trazer sinais sobre a pressão inflacionária e o impacto de tarifas na pauta econômica.
No gráfico diário, o DXY enfrenta resistência na SMA de 100 dias, mantendo um viés mais negativo no curto prazo, enquanto os movimentos de curto prazo devem seguir de perto as próximas leituras de inflação e de emprego.