- Índice do Dólar dos EUA fica próximo de 98,15 durante a sessão asiática de sexta-feira.
- Dados de emprego mais fracos reforçam a possibilidade de o Fed reduzir as taxas ainda neste mês.
- Todos os olhos estarão no relatório de empregos de agosto, com divulgação prevista para hoje.
O DXY — índice que mede a valorização do dólar frente a uma cesta de seis moedas globais — permaneceu estável próximo de 98,15 durante a sessão asiática. O relatório de empregos de agosto deverá ser o ponto alto, oferecendo pistas sobre a trajetória das taxas de juros.
Os pedidos de seguro-desemprego aumentaram mais do que o esperado, sugerindo condições de mercado de trabalho mais brandas. Além disso, o payroll privado de agosto subiu 54 mil vagas, segundo a ADP, abaixo da previsão de 65 mil e abaixo da leitura revisada de julho, de 106 mil.
Os traders passaram a precificar quase 100% de chance de cortes de juros pelo Fed neste mês, o que pressiona o DXY. A CME FedWatch aponta probabilidade próximo de 100% para um corte, contra 87% na semana anterior.
Comentaristas centrais indicaram cautela: a presidente da New York Fed mencionou que cortes graduais podem ocorrer com o tempo se a economia cumprir as projeções, mas é necessário equilibrar inflação e mercado de trabalho. A presidência da Chicago Fed destacou a possibilidade de piora no mercado de trabalho, sinalizando certo clima de incerteza.
Os próximos sinais virão do relatório de empregos de agosto, com expectativa de criação de cerca de 75.000 vagas e a taxa de desemprego prevista em 4,3%. Um resultado abaixo do esperado pode derrubar o dólar; um resultado mais forte pode limitar as perdas do DXY, mantendo a probabilidade de juros mais altos por mais tempo.