Panorama de agosto
Um panorama de agosto mostra fragilidade no mercado de trabalho canadense. A economista aponta que as perdas de empregos somaram cerca de 66 mil postos, após queda de 41 mil em julho, sinalizando um quadro cada vez mais desafiador. A fraqueza acompanha uma tendência semelhante nos EUA.
Atenção aos números: Ela observa que a taxa de desemprego de 7,1% é a maior em uma década fora do período pandêmico, mas traz sinais positivos. A maior parte das perdas foi em tempo parcial; as horas efetivamente trabalhadas subiram 0,1% e a fraqueza ficou concentrada nos setores expostos ao comércio — manufatura, transporte e armazenagem registraram redução de 42 mil empregos em agosto.
O dólar canadense fica entre as moedas G10 mais fracas, negociando por volta de 1,3846 em relação ao dólar americano. Essa leitura piora as condições para não haver cortes adicionais de juros? As expectativas apontam cerca de 92% de chance de corte, o que poderia se consolidar com um CPI mais brando na véspera da decisão de 16 de setembro.
Outro dado de inflação menos firme pode elevar as chances de mais flexibilização em relação ao nosso cenário base, que já considera o fim do ciclo do BC.
Conforme o cenário, as condições nos setores sensíveis ao comércio devem piorar, mas não esperamos uma contração ampla. Isso se sustenta por 1) a relativamente baixa tarifa média do Canadá entre grandes parceiros dos EUA, graças às isenções do CUSMA e 2) tendências de consumo doméstico saudáveis, que ajudam a manter um chão estável para o conjunto da economia.
