EUA: Pedidos iniciais de seguro-desemprego sobem para 237 mil na última semana

  • Pedidos iniciais de seguro-desemprego subiram para 237 mil frente à semana anterior.
  • Pedidos contínuos de seguro-desemprego recuaram para 1,940 milhão.

Segundo um relatório do Departamento de Trabalho dos EUA (DOL) divulgado na quinta-feira, o número de cidadãos que abriram novos pedidos de seguro-desemprego subiu para 237 mil na semana encerrada em 30 de agosto. A leitura superou as estimativas iniciais (230 mil) e ficou acima dos 229 mil da semana anterior (não revisados).

Além disso, a média móvel de 4 semanas aumentou em 2,5 mil, para 231 mil, em relação à média não revisada da semana anterior.

O relatório indicou uma taxa de desemprego com seguro ajustada sazonalmente em 1,3%, com os Pedidos Contínuos de Desemprego diminuindo para 1,940 milhão na semana encerrada em 23 de agosto.

Reação do mercado

O dólar manteve a posição de compra após a divulgação, com o Índice do Dólar (DXY) navegando pela região de 98,3, diante de um aumento de risco no mercado e fraca performance de rendimentos dos Treasuries dos EUA em várias maturidades.

Perguntas frequentes sobre Emprego

As condições do mercado de trabalho são um elemento-chave para avaliar a saúde de uma economia e, portanto, um fator determinante para a valorização da moeda local. Emprego alto ou desemprego baixo costumam impulsionar o consumo das famílias e o crescimento econômico, elevando o valor da moeda. Além disso, um mercado de trabalho muito apertado — quando há escassez de trabalhadores para preencher vagas — pode ter impactos sobre a inflação e, por consequência, sobre a política monetária, já que oferta de mão de obra reduzida e demanda elevada pressionam salários.

O ritmo de crescimento dos salários é fundamental para formuladores de políticas. Aumento salarial significativo dá mais renda às famílias para gastar, o que geralmente eleva os preços de bens de consumo. Diferente de fontes de inflação mais voláteis, como preços de energia, o crescimento salarial é visto como componente-chave de uma inflação subjacente e persistente, pois aumentos salariais tendem a não desaparecer. Bancos centrais ao redor do mundo acompanham de perto esses dados ao definir a política monetária.

O peso atribuído ao mercado de trabalho por cada banco central varia conforme seus objetivos. Alguns bancos centrais possuem mandatos explícitos relacionados ao emprego além de controlar a inflação. O Federal Reserve (Fed) dos EUA, por exemplo, tem o mandato duplo de promover o pleno emprego e a estabilidade de preços. Já o Banco Central Europeu (BCE) busca manter a inflação sob controle. Ainda assim, as condições do mercado de trabalho são um fator relevante para decisões de política monetária, dada a sua relação com a inflação.