A surpresa na reeleição do Presidente Lula para um quarto mandato presidencial coloca os ativos brasileiros em risco no curto prazo, mas pode configurar uma oportunidade de compra futura. Luiz Inácio Lula da Silva garantiu o mandato quando os mercados de previsão indicavam 80% de chance de vitória de Flávio Bolsonaro. Como resultado, o BRL tende a reverter sua alta após o forte desempenho de Bolsonaro no primeiro turno.
A maior tolerância de Lula ao aumento da dívida adiciona ventos contrários ao BRL. A dívida pública bruta do Brasil aumentou de 71,7% do PIB quando Lula assumiu em janeiro de 2023 para 83,0% do PIB em agosto de 2026, o nível mais alto desde 2021. Contudo, restrições legislativas devem conter a fraqueza do BRL. Lula enfrenta um Congresso conservador e necessita do apoio do centro para aprovar legislação, limitando o escopo para expansão fiscal descontrolada.
Importante ressaltar que o atraente carry e a exposição estratégica do Brasil a commodities ligadas a energia, IA e defesa permanecem como ventos favoráveis estruturais para o BRL.


