Com exceção do dólar neozelandês, atingido por um corte dovish do Banco Central da Nova Zelândia, o Dólar Canadense (CAD) foi a moeda G10 com pior desempenho em agosto, segundo analistas da ING.
Mercados estão precificando apenas um corte da taxa do BoC em dezembro
Continuamos pessimistas em relação ao CAD frente ao euro e às moedas europeias, bem como a outras moedas de commodities, já que o quadro econômico canadense aponta para mais espaço para cortes pelo Bank of Canada.
Ontem foi divulgado que o déficit em conta corrente do Canadá no 2T foi o maior já registrado, devido à queda das exportações para os EUA. Isso aumenta o risco de uma contração anualizada do PIB no 2T, em torno de 0,7% segundo as expectativas para divulgação hoje.
Mercados estão precificando apenas um corte da taxa do BoC em dezembro, mas há altas chances de um movimento em setembro ou outubro e de outro corte em 2026, chegando a uma taxa terminal de 2,25%. Dada a nossa visão cautelosa em relação ao dólar, não esperamos muito apoio para o USD/CAD, mas esperamos que o CAD permaneça atrás de outras moedas G10.