O Euro (EUR) segue em sua sequência de desvalorização, mesmo com o Federal Reserve (Fed) elevando suas taxas de juros em linha com o Banco Central Europeu (BCE). A moeda europeia tem registrado quedas em todas as sessões desde que o BCE aumentou os juros em 10 de setembro. Na quarta-feira, o Fed elevou sua taxa para 3,75-4,00%, com um aumento de 0,25 ponto percentual, e a queda do EUR/USD no dia foi a maior da sequência.
O par EUR/USD opera ligeiramente acima de 1,1450, abaixo de suas médias de longo prazo e de onde não era visto desde o início de agosto. A situação se agrava com as projeções do Fed, que indicam que a inflação nos EUA só retornará à meta de 2% em 2029. Em contraste, a projeção do BCE para a inflação na zona do Euro é de 2,5% para o próximo ano.
Apesar de ambos os bancos centrais terem subido os juros em 0,25 ponto percentual em um intervalo de sete dias, a diferença entre a taxa do Fed (3,875% no ponto médio) e a do BCE (2,50%) permanece em 1,375 pontos. O discurso do presidente do Fed, que indicou ausência de melhora nos dados de inflação recentes, reforça a perspectiva de manutenção de uma política monetária restritiva.
Os dados de inflação final de agosto da zona do Euro, esperados para quinta-feira às 09:00 GMT, com projeção de núcleo em 2,4%, são considerados uma confirmação e não devem impactar significativamente a moeda. O economista-chefe do BCE, Philip Lane, falará no mesmo dia, mas o próximo encontro do BCE está agendado apenas para 29 de outubro, deixando o banco central europeu sem anúncios iminentes que possam alterar o curso da moeda.
O indicador de momentum diário do EUR/USD está em 15, o nível mais baixo desde junho, indicando uma condição esticada que sugere uma possível reversão. No entanto, para que essa reversão seja significativa, o par precisaria alcançar 1,1500, superando as últimas duas sessões de queda.
Níveis e Viés:
- Resistência: 1,1500, seguida pela Média Móvel Exponencial (EMA) de 50 dias próxima a 1,1550 e 1,1600.
- Suporte: Mínima de quarta-feira próxima a 1,1450, seguida por 1,1400 e a base de início de agosto perto de 1,1350.
- Viés: Baixista abaixo de 1,1500. O primeiro objetivo é 1,1400 e o segundo a base de início de agosto perto de 1,1350. O Stoch RSI diário em 15, com queda há duas semanas, sugere que o movimento está esticado e um repique para 1,1500 não alteraria essa condição. Um fechamento diário acima de 1,1600 invalidaria o cenário de baixa.


