Ouro se mantém próximo de US$ 3.400, antes do PIB dos EUA e dos Pedidos de Seguro-Desemprego

  • O Ouro permanece próximo de máximas de duas semanas.
  • Um dólar mais fraco e rendimentos baixos dos Treasuries ajudam o metal à frente de dados-chave dos EUA.
  • Investidores observam a segunda estimativa do PIB do 2T, o PCE núcleo (QoQ) e os pedidos de seguro-desemprego, com divulgação prevista para hoje.

O ouro (XAU/USD) amplia a alta pelo terceiro pregão consecutivo, negociando perto de patamares superiores a US$ 3.400, impulsionado por um dólar mais fraco e por rendimentos contidos. O metal precioso havia sido pressionado na quarta-feira, quando o dólar forte freou ganhos, mas a recente fraqueza no índice do dólar e a queda dos rendimentos ajudaram o ouro a retomar o fôlego.

No momento da publicação, o XAU/USD mantém-se estável próximo de US$ 3.400, enquanto os traders aguardam um a agenda econômica dos EUA com dados importantes. A segunda estimativa do PIB do 2T, o Índice de Preços do PIB, o PCE núcleo preliminar (QoQ) e as Pedidos Semanais de Seguro-Desemprego serão divulgados hoje ao meio-dia GMT. Esses números serão acompanhados de perto para sinalizar a saúde da economia americana e podem influenciar as futuras decisões de política monetária do Fed.

Além dos dados, o humor geral do mercado continua a sustentar o Ouro, com investidores buscando o metal como proteção frente a temores sobre a independência do Fed diante de pressões políticas. Preocupações persistentes com a inflação nos EUA e riscos globais de crescimento mantêm o metal como reserva de valor.

Movimentação do mercado: Dólar mais fraco e rendimentos dão suporte ao Ouro, com foco nos dados dos EUA

  • O Índice do Dólar (DXY), que mede o valor do Greenback frente a uma cesta de seis moedas, opera próximo de 98,00 e permanece dentro da faixa estreita deste mês. O dólar cede ante fatores como políticas comerciais protecionistas, interferência na independência do Fed e expectativa de cortes de juros.
  • Os rendimentos da Treasuries continuam pressionados por toda a curva. A nota de 10 anos recuou para perto de uma mínima de duas semanas, girando em torno de 4,23%, enquanto o juro de 30 anos segue sob pressão pela segunda sessão, na casa de 4,91%. O rendimento do TIPS de 2 anos, que reflete juros reais, caiu para 1,79%, reforçando o apoio ao Ouro, já que juros reais mais baixos reduzem o custo de oportunidade de manter o ativo sem rendimento.
  • Segundo a CME FedWatch, o mercado precifica uma probabilidade de 87% de um corte de 25 pontos-base (bps) na reunião de setembro, com 50 bps de alívio esperados até o fim do ano. As falas dovish de Powell em Jackson Hole intensificaram as expectativas de mudança na política. Contudo, o cenário continua dependente de dados, com inflação e mercado de trabalho guiando o caminho do Fed.
  • Os esforços do presidente Donald Trump para substituir a governadora da Fed, Lisa Cook, estão indo aos tribunais, mas já há notable substituição em curso. Trump afirmou que existem “pessoas muito boas” para o cargo, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, coordena o processo de escolha para a nova cadeira. Relatórios indicam que Stephen Miran, indicado para substituir Adriana Kugler no Conselho da Fed, pode ficar na cadeira de Cook por um mandato maior. Audiências no Senado para Miran devem ocorrer na próxima semana.
  • O PCE núcleo preliminar (QoQ, 2T) é projetado em alta de 2,6%, um pouco acima dos 2,5% anteriores, enquanto o PIB (2T) deve crescer a uma taxa anualizada de 3,1% frente a 3,0% estimados anteriormente. O Índice de Preços do PIB (2T) deve permanecer estável em 2,0%, e as Pedidos Iniciais de Seguro-Desemprego devem recuar para 230 mil. Embora esses números moldem as expectativas de curto prazo para o Fed, o dado de inflação PCE de sexta-feira continua sendo o principal foco do mercado.

Análise técnica: Touros buscam romper acima de 3.400

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No gráfico de 4 horas, o ouro tem mostrado topos e fundos ascendentes desde tocar aproximadamente US$ 3.310 no início do mês, sinalizando uma tendência de curto prazo mais firme. O metal testa agora a região crítica de 3.400, que coincide com uma antiga zona de oferta. A máxima de 8 de agosto em 3.409 representa a resistência imediata, e uma ruptura clara acima desse nível pode abrir caminho para novas altas, perto de 3.440 no curto prazo.

Do lado negativo, o suporte inicial fica em US$ 3.375, onde a média móvel de 21 períodos encontra uma base horizontal. Caso haja recuo mais acentuado, a média de 50 períodos em US$ 3.356 passa a ser o próximo patamar.

Indicadores de momentum no gráfico de 4 horas apoiam o viés de alta. O RSI fica próximo de 66, ligeiramente abaixo de território de sobrecompra, mostrando impulso estável sem sinal de esgotamento imediato. O MACD permanece positivo, com a linha MACD acima da linha de sinal, mas as barras do histograma verde vão se apagando, sugerindo perda de fôlego. Em resumo, a tendência ainda é positiva, mas pode exigir um catalisador para sustentar o movimento de alta.

Perguntas frequentes sobre ouro

Por que as pessoas investem em Ouro?

O ouro tem sido historicamente uma reserva de valor e meios de troca. Além do brilho, o metal é visto como um refúgio seguro durante períodos de turbulência, servindo como proteção contra a inflação e a desvalorização de moedas, sem depender de um emissor específico.

Quem detém a maior parte do Ouro?

Bancos centrais são os maiores detentores. Em momentos de instabilidade, eles diversificam reservas para reforçar a solidez da economia e da moeda. Dados de 2022 apontam um aumento expressivo em compras de Ouro, com investimentos significativos e participação crescente de economias emergentes.

Como o Ouro se relaciona com outros ativos?

O Ouro tende a ter correlação inversa com o Dólar e com Treasuries, servindo como hedge em tempos de turbulência. Em geral, quando o dólar se fortalece, o Ouro tende a recuar, e quando há aversão ao risco, o metal tende a subir. Também costuma se mover negativamente com ativos de maior risco, como ações em mercados de alta.

Do que depende o preço do Ouro?

O preço pode reagir a uma variedade de fatores. Instabilidade geopolítica ou temores de recessão elevam o preço por seu status de refúgio. Como ativo sem rendimento, o Ouro tende a subir com juros baixos; custos de dinheiro elevados costumam pressionar o metal. O comportamento do dólar (USD) costuma ser o principal driver, pois o Ouro é cotado em dólares. Dólar forte tende a manter o preço sob controle; dólar mais fraco tende a empurrar o preço para cima.