O ouro opera em queda, com o discurso mais firme de Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve, elevando o dólar americano e os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA. Os mercados de juros já precificam uma maior probabilidade de elevação das taxas em 2026.
O XAU/USD negocia abaixo de US$ 4.600, atingindo mínimas semanais após o discurso de Warsh em Jackson Hole, onde ele reiterou que a inflação permanece uma prioridade e que o Fed precisa ter confiança no retorno da meta de 2% para evitar mais ações.
Warsh reconheceu a solidez do consumo e do mercado de trabalho, mas destacou que os indicadores de preços são “mais preocupantes”, sugerindo um foco do Fed no controle inflacionário. Imediatamente após suas declarações, os mercados precificaram cerca de 50% de chance de um aumento de 25 pontos base em setembro, embora essa probabilidade tenha diminuído ligeiramente. No entanto, as apostas para um aperto em dezembro aumentaram para 82%.
O índice DXY, que mede o dólar contra seis moedas principais, subiu mais de 0,38%, apoiado pela alta nos rendimentos dos Treasuries. O rendimento do título de 10 anos dos EUA avançou 1,5 ponto base, atingindo 4,686%.
Análise Técnica do XAU/USD: O ouro testou a média móvel simples de 200 dias em US$ 4.527, mas reverteu parte da queda. O RSI acima de 50 sugere que os compradores ainda têm controle, mas um movimento recente para baixo indica a entrada de vendedores no curto prazo. Uma queda abaixo da SMA de 200 dias pode levar o preço a US$ 4.500, com a SMA de 100 dias em US$ 4.374 como próximo suporte. Para os compradores, a resistência inicial está em US$ 4.600, seguida pela máxima de 27 de agosto em US$ 4.643 e o nível psicológico de US$ 4.700.
Perguntas Frequentes sobre Ouro:
Por que as pessoas investem em Ouro? O ouro é historicamente um reserva de valor e meio de troca. Atualmente, além de seu uso em joias, é visto como um ativo de refúgio seguro em tempos de incerteza, uma proteção contra a inflação e desvalorização de moedas, pois não depende de emissores específicos.
Quem compra mais Ouro? Bancos centrais são os maiores detentores, buscando diversificar reservas e fortalecer suas moedas. Em 2022, compraram 1.136 toneladas, um recorde, com destaque para economias emergentes como China, Índia e Turquia.
Como o Ouro se correlaciona com outros ativos? O ouro tem correlação inversa com o dólar americano e os títulos do Tesouro dos EUA. Tende a subir quando o dólar se desvaloriza e a cair quando o mercado de ações (ativos de risco) se valoriza.
O que determina o preço do Ouro? Fatores como instabilidade geopolítica, temores de recessão, taxas de juros (o ouro se beneficia de juros baixos) e, principalmente, o comportamento do dólar americano (XAU/USD) influenciam seu preço.


