O petróleo volta a ser destaque nesta semana devido ao estado precário do cessar-fogo. Notícias de que o tráfego através do Estreito de Ormuz está perto de um impasse podem reverter parte da recente diminuição das pressões de oferta. No entanto, o cenário base do mercado permanece inalterado, ou seja, que não haverá retomada de hostilidades em larga escala.
A escalada elevou os preços do petróleo e levou a Organização Marítima Internacional a instar os armadores a evitarem o estreito enquanto a segurança não puder ser garantida. Os EUA e o Irã se acusaram mutuamente de violar o acordo de paz provisório.
Atrações de avaliação e participação estão emergindo: a energia nem sequer está entre os cinco setores mais detidos globalmente no momento, com participações tendo caído mais de 20 pontos percentuais como uma parcela da média móvel de 12 meses, perto dos níveis de meados de janeiro deste ano. O aumento da oferta da OPEP e a demanda chinesa fraca são fatores estruturais que limitarão os ganhos de longo prazo nos preços da energia, mas precificar “nenhum risco de oferta” também é excessivo. Esperamos um período de consolidação de curto prazo para os grupos de setores e indústrias relevantes, aguardando clareza sobre o status do cessar-fogo.
Riscos de estagflação permanecem em perspectiva. O FMI reduziu suas previsões de crescimento global, enquanto o BoJ e o Fed de Nova York alertaram que preços de energia e tarifas mais altos continuarão a se refletir na inflação.
A volatilidade da energia desta semana já apertou as condições financeiras, reduzindo a necessidade de reforçar o argumento para novas altas nas taxas de juros.

