A desvalorização contínua em metais preciosos está afetando significativamente as moedas com maior exposição aos termos de troca. Metais industriais e outros ativos tangíveis também enfrentam pressão devido a rendimentos nominais e reais elevados. O custo marginal para as receitas de exportação prejudicará o desempenho em um ambiente que deveria ser favorável ao carry trade.
Em termos de exposição direta, o ZAR e o PEN têm mais a perder. A platina e os metais do grupo da platina (PGMs) dominam as exportações sul-africanas, enquanto o Peru é o terceiro maior produtor de prata do mundo, com exportações desproporcionalmente grandes em relação à China e ao México, os dois maiores produtores.
A queda nos preços de metais preciosos continuará a impactar o desempenho do ZAR e do PEN, mas não prevemos uma mudança para uma subperformance explícita ou agressiva. Existem fatores institucionais que podem ser benéficos, como o mandato de inflação da África do Sul e a resiliência do banco central.
O Peru também está à beira de mudanças políticas consideradas mais favoráveis aos negócios e alinhadas aos EUA, o que pode ajudar o desempenho dos ativos a emular os ganhos recentes da Colômbia.

