O petróleo WTI recuou abaixo de US$ 90, mesmo com as tensões geopolíticas no Oriente Médio. O preço do barril do petróleo de referência dos EUA não conseguiu se consolidar acima de US$ 90,00 durante a sessão europeia, embora permaneça cerca de US$ 3 acima dos mínimos semanais, negociando em torno de US$ 89,50 no momento da redação.
Um novo ataque dos EUA ao Irã, o segundo em três dias, adicionou tensão a um frágil cessar-fogo e provocou uma resposta das autoridades de Teerã, que afirmaram ter atingido uma base dos EUA na região do Golfo. O governo iraniano não especificou o objetivo, mas o Kuwait relatou ataques de mísseis e drones.
Além disso, os EUA emitiram novas sanções contra a recém-criada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, que regula o tráfego através do Estreito de Ormuz, complicando ainda mais a navegação pela via aquática. Os navios que tentam cruzar Ormuz são obrigados a buscar aprovação dessas autoridades, mas fazer isso agora violaria as sanções dos EUA.
Nesse contexto, o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (IEA), Fatih Birol, afirmou na quinta-feira que a guerra entre EUA e Irã desencadeou a “maior crise de segurança energética que o mundo já enfrentou”. Birol avaliou que essa crise remodelará os investimentos, levando a mudanças semelhantes às que se seguiram aos choques do petróleo na década de 1970.
Dados de estoques de petróleo bruto dos EUA divulgados pelo American Petroleum Institute (API) na quarta-feira mostraram que os estoques de petróleo bruto diminuíram pela sexta semana consecutiva na semana de 22 de maio. Os estoques de petróleo caíram 2,8 milhões de barris, após uma queda de 9,1 milhões de barris na semana anterior, proporcionando suporte adicional aos preços.

