O EUR/USD registra uma recuperação modesta na quarta-feira, enquanto o recuo nos títulos do Tesouro dos EUA limita o avanço adicional do dólar (USD). O euro (EUR) ganha suporte com os últimos dados de inflação da Zona do Euro, que reforçam as expectativas de que o Banco Central Europeu (BCE) pode elevar os juros mais cedo do que o previsto.
No momento da redação, a paridade negocia próximo a 1,1632, após atingir uma baixa intraday perto de 1,1582, seu nível mais fraco desde 7 de abril. Enquanto isso, o Dólar Index (DXY), que rastreia o dólar contra uma cesta de seis moedas principais, consolida-se próximo a 99,36, perto de máximas de seis semanas.
Dados divulgados pela Eurostat mostraram que a inflação permaneceu acima da meta de 2% do BCE pelo segundo mês consecutivo. O Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor (IHPC) subiu para 3,0% interanual em abril, ante 2,6% em março, impulsionado principalmente por preços mais altos de energia, enquanto o IHPC subjacente caiu ligeiramente para 2,2% interanual, ante 2,3% anteriormente.
A Reuters informou na quarta-feira, citando fontes, que o caso para uma alta de juros do BCE em junho agora está “praticamente selado”, à medida que a perspectiva de inflação se move em direção ao “cenário adverso”.
De acordo com um relatório da BHH Market View, os mercados estão precificando atualmente uma probabilidade de 86% de uma alta de 25 pontos base da taxa do BCE para 2,25% na reunião de 11 de junho. No entanto, o relatório observou que as altas de juros em um ambiente de baixo crescimento e alta inflação não são totalmente positivas para o euro, embora possam ajudar a amortecer a queda.
Enquanto isso, as expectativas agressivas do Federal Reserve (Fed) e a incerteza contínua em torno das negociações EUA-Iran continuam a manter o dólar dos EUA com suporte, limitando tentativas de alta mais fortes no EUR/USD. Do ponto de vista técnico, o momento baixista também sugere que os vendedores permanecem no controle no curto prazo.
Análise Técnica:
No gráfico diário, o EUR/USD mantém viés baixista, pois permanece abaixo tanto da Média Móvel Simples (MMS) de 50 dias quanto da MMS de 100 dias. A paridade flutua ligeiramente acima de um piso horizontal próximo em 1,1600, enquanto o Índice de Força Relativa (RSI) está em torno de 43 e uma linha de Convergência e Divergência de Médias Móveis (MACD) negativa com um histograma ligeiramente negativo indica que o momento de queda permanece, embora sem condições extremas.
No topo, a resistência imediata é vista na MMS de 50 dias, próxima a 1,1649, seguida pela MMS de 100 dias, em torno de 1,1701, e a barreira horizontal em 1,1800, que juntas formam uma banda de oferta mais ampla. Na baixa, o suporte inicial vem em 1,1600, com uma ruptura expondo o próximo nível horizontal próximo a 1,1500, onde os compradores provavelmente tentarão retardar a queda.
(A análise técnica desta história foi escrita com a ajuda de uma ferramenta de IA.)
