Dólar se fortalece com inflação aquecida e altas nos juros, aponta MUFG

O dólar americano se fortaleceu em um ambiente impulsionado por uma inflação mais aquecida e pelos rendimentos dos títulos em alta, conforme apontado pela MUFG. Michael Wan, da instituição, descreve como o índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA para abril superou as expectativas e os juros norte-americanos subiram, levando a uma venda acentuada dos títulos. O rendimento do título de 10 anos dos EUA atingiu um patamar próximo ao máximo de um ano, e os mercados começaram a precificar uma possível elevação de taxas do Federal Reserve (Fed) para meados de 2027, o que reforça o suporte ao dólar.

“Os mercados foram dominados por um CPI dos EUA para abril mais quente que o esperado, junto com desenvolvimentos sobre o Irã e os preços do petróleo, e, se algo, parece que a ação de preços já estava se movendo à frente dos desenvolvimentos-chave”, afirmou Wan. Ele destacou que a inflação geral dos EUA subiu para 3,8% em base anual, um máximo de três anos, impulsionada por um aumento de 17,9% nos custos de energia, em meio à incerteza sobre o cessar-fogo entre os EUA e o Irã.

Os títulos sofreram uma venda acentuada, com o rendimento de 10 anos subindo para um patamar próximo ao máximo de um ano de 4,46% e o de 30 anos voltando a ficar acima de 5%. Os mercados de taxas começaram a precificar um aumento do Fed para meados de 2027. Olhando para frente, o encontro entre Trump e Xi em Pequim é o foco geopolítico dominante. Nos dados, o índice de preços ao produtor (PPI) dos EUA para abril está previsto, uma leitura crucial após a surpresa do CPI de ontem, além de um leilão de títulos do Tesouro de 30 anos no valor de US$ 25 bilhões que testará a demanda por duration.