A ING classifica o Brasil como um de seus mercados emergentes preferidos, citando termos de troca robustos, bolsas em alta e expectativas de corte de 100 pontos base na taxa de juros. Com o USD/BRL agora abaixo de 5,00 e yield implícito acima de 13%, a instituição espera que o interesse no Real continue, vendo potencial para o par cair em direção a 4,80/85 se as tensões no Oriente Médio amenizarem.
O Real brasileiro se beneficia do carry e do preço do petróleo. “Parece que os investidores têm uma demanda duradoura por risco e alguma exposição a mercados emergentes. A América Latina é vista como uma região com desempenho superior, especialmente aquelas com acesso independente à energia.”
“O Brasil é um exportador líquido de energia e seus termos de troca subiram drasticamente desde o início das hostilidades no Oriente Médio. Os mercados acionários brasileiros voaram este ano e, com o banco central local esperando cortar as taxas em 100bp este ano, os títulos em moeda local podem ter bom desempenho se as condições se acalmarem.”
“USD/BRL rompeu claramente acima de 5,00. Com yields implícitos acima de 13%, esperamos que o BRL permaneça na vanguarda do interesse nos mercados emergentes. A principal ameaça é provavelmente política, caso o Presidente Lula considere medidas fiscais não financiadas antes das eleições de outubro.”
“No entanto, os investidores parecem felizes em assumir esse risco e as perdas em USD/BRL podem se estender para a área de 4,80/85 se o caminho para a paz no Oriente Médio se tornar mais claro.”
