Analistas do ING, liderados por Warren Patterson e Ewa Manthey, reportaram que o cobre segue operando próximo de seus patamares mais altos, sustentado por um movimento de restocking na China antes do feriado do Dia do Trabalho. Essa demanda física pontual tem sido suficiente para mitigar as preocupações macroeconômicas e as incertezas geopolíticas globais.
Demanda chinesa sustenta os preços do metal
De acordo com o relatório, a manutenção dos preços perto das máximas recentes reflete o apetite chinês, que compensa a volatilidade externa. “As compras antecipadas ao feriado ofereceram um suporte de curto prazo após a recente correção do mercado”, afirmam os analistas.
No entanto, o cenário doméstico na China apresenta nuances: uma fiscalização mais rigorosa sobre o faturamento (invoicing) pode impactar a atividade no mercado spot e reduzir o ritmo de queda dos estoques globais.
Riscos de oferta e tensões geopolíticas
Além do fator China, o mercado de cobre monitora de perto os riscos pelo lado da oferta. Conflitos geopolíticos, especialmente as tensões envolvendo o Irã, geram gargalos logísticos e produtivos. O ING destaca que restrições em insumos críticos para o refino, como o enxofre, continuam a atuar como um piso para as cotações, mantendo o balanço do mercado apertado no curto prazo.

