O dólar americano (USD) chega à reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) com um tom de resiliência. Bob Savage, do BNY, observa que a moeda está em uma posição sólida, tendo registrado recentemente sua primeira sequência de cinco dias de compras líquidas (net purchase) nos últimos três meses.
Demanda por liquidez e instrumentos de curto prazo
Utilizando o caixa em USD e instrumentos de curto prazo (CAST) como um indicador alternativo para a demanda da moeda, o BNY nota uma aceleração no interesse à medida que a decisão do Federal Reserve se aproxima. Embora os fluxos tenham se mostrado mistos desde março, há um volume considerável de capital em USD CAST aguardando nas laterais, podendo ser rotacionado de volta para ativos subjacentes em breve.
O papel do Fed e o cenário global
Não se espera uma mudança material na decisão de política monetária, e o Fed deve tratar o dólar como um fator central em sua estratégia atual. Savage argumenta que, diante dos riscos inflacionários persistentes, o banco central pode preferir limitar o downside da moeda com uma postura menos dovish, especialmente considerando as pressões de oferta globais.
Além disso, o analista pontua que eventuais altas de juros por outros bancos centrais estrangeiros podem ser interpretadas como erros de política, o que também acaba restringindo o risco de queda do dólar baseado apenas em diferenciais de taxas.

