Analistas do Commerzbank, incluindo o Dr. Henry Hao e Charlie Lay, observaram que o Brent e o WTI estenderam seus ganhos após o anúncio de que os Emirados Árabes Unidos (EAU) deixarão a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) em 1º de maio. A decisão ocorre após anos de tensões com a Arábia Saudita sobre políticas de produção.
Os especialistas destacam que a guerra em curso e o bloqueio do Estreito de Ormuz já estão restringindo as exportações no Golfo Pérsico, o que pode limitar o impacto imediato da saída dos EAU no mercado físico.
Saída estratégica e suporte aos preços
A retirada dos Emirados Árabes representa uma reconfiguração histórica nos mercados de energia. O movimento, que se concretiza no próximo mês, é o ápice de divergências regionais e disputas por influência sobre as quotas de produção de petróleo.
O Ministro de Energia, Suhail Al Mazrouei, indicou que as interrupções causadas pelo conflito atual criaram um momento oportuno para a partida. Segundo ele, a decisão foi tomada após uma revisão cuidadosa e prolongada de todas as estratégias nacionais.
Apesar do anúncio, o mercado projeta que os efeitos imediatos sejam contidos, dado que o conflito geopolítico continua a estrangular o escoamento de commodities na região. No entanto, os preços do petróleo Brent subiram 2,8%, superando a marca de USD 111, acumulando a sétima sessão consecutiva de alta em meio às preocupações com o processo de paz estagnado.


