Carry trade em G10 e em Mercados Emergentes (EM) têm apresentado ganhos teóricos robustos, impulsionados por movimentos ligados ao Irã e por moedas de alto rendimento como o real brasileiro e o peso mexicano. Ainda assim, não há evidência empírica de vantagem consistente no longo prazo, e os retornos atuais dependem, em grande parte, da renda de juros.
Efeitos da guerra elevam o desempenho
Desde o início do ano, essas estratégias aparecem positivas na prática. Uma estratégia G10, em particular, tem superado apenas a renda de juros. Mas isso não significa que a estratégia seja boa por si só.
O momento favorece o carry trade não apenas pela renda de juros, mas também por movimentos cambiais que ajudam o desempenho. No caso de traders de G10, o primeiro trimestre foi muito favorável em termos teóricos. Embora não descarte a ideia de que a estratégia possa falhar, é importante lembrar que não há evidência de superioridade sistemática no longo prazo.
Além disso, nos últimos anos, as estratégias de carry trade em EM ganharam popularidade. Movimentos cambiais foram decisivos, com várias moedas de alto rendimento performando bem em 2024, como o real e o peso mexicano. O Bloomberg EM Carry Trade também mostrou desempenho excepcional desde o início de 2025.
Mas cautela: essa performance está amplamente atrelada à renda de juros, enquanto a parte cambial continua tentando compensar a queda de 2024.
É claro que isso não significa que a estratégia nunca tenha bons resultados de curto prazo quando movimentos cambiais ajudam por razões específicas, embora seja questionável se não seria melhor ter utilizado outras estratégias nessas fases.