Panorama do Ouro
Ouro recua para a faixa de US$ 4.800, encerrando uma sequência de altas de dois dias na abertura da sessão asiática. O clima geopolítico no Oriente Médio estimulou a demanda por ativos de proteção, mas esse impulso recuou com a alta dos preços do petróleo.
Segundo a Bloomberg, os Estados Unidos e o Irã avaliam prorrogamento de um cessar-fogo de duas semanas para ganhar tempo nas negociações de paz. As tensões permanecem elevadas especialmente no estreito de Hormuz, rota estratégica para petróleo e gás desde o início do conflito.
O aumento nos preços do petróleo aumenta as preocupações com inflação, o que derruba as expectativas de cortes de juros. O ouro tende a ser considerado refúgio em períodos de incerteza geopolítica, mas não rende juros, tornando-se menos atraente quando as taxas estão altas.
Por outro lado, uma demanda maior de bancos centrais pode oferecer algum suporte ao metal. O Banco Popular da China (PBoC) ampliou seu ciclo de compras de ouro para 18 meses consecutivos até março de 2026, sinalizando uma tendência de desdolarização e diversificação de reservas em meio à instabilidade global.
Resumo para investidores: o ouro continua a ser visto como proteção, mas sua valorização depende em grande parte do comportamento do dólar, das políticas de juros e das tensões geopolíticas. A balança entre inflação, liquidez e demanda institucional define o movimento de curto prazo.