Ouro voltou a subir na quinta-feira, impulsionado por novidades sobre negociações regionais e pela fraqueza generalizada do dólar. A cotação de XAU/USD busca se aproximar de US$ 4.800, sustentada pela demanda por ativos de refúgio.
Contexto geopolítico e demanda por refúgio
Com sinais de avanço nas conversas, operadores observam que negociações diretas entre Israel e Líbano podem emergir, com prioridades em desarmar militantes e buscar relações pacíficas. Paralelamente, o estreito de Hormuz permanece sensível, com apenas alguns navios atravessando após o início de um cessar-fogo entre EUA e Irã.
À frente, barris de petróleo recuaram, com o WTI operando próximo de US$ 95,60 por barril, queda de cerca de 0,13%. O DXY caiu para 98,63 pontos, ajudando o ouro a se manter atraente como refúgio.
O rendimento dos títulos do Tesouro americano de 10 anos caiu a 4,279%, apoiando a narrativa de menor atratividade de juros e fortalecendo o apelo do ouro.
Dados econômicos recentes mostraram que o PIB dos EUA cresceu 0,5% no último trimestre de 2025, abaixo da estimativa de 0,7%. A inflação medida pelo Core PCE caiu para 3,0% em fevereiro. O mercado de trabalho manteve-se resiliente, com initial claims em 219 mil e as solicitações contínuas em 1,794 milhão.
As probabilidades de cortes de juros pelo Fed permaneceram estáveis, com os mercados precificando cerca de 7,5 pontos base de alívio ainda neste ano.
Análise técnica
Do ponto de vista técnico, o ouro mostra recuperação após uma vela de reversão, mas ainda encontra resistência em US$ 4.800. Um avanço acima desse nível pode abrir caminho para US$ 4.857, com espaço para mirar US$ 4.900 e até US$ 5.000.
Caso o preço recue abaixo da média móvel de 20 dias em US$ 4.690, a tendência poderia buscar a SMA de 100 dias em US$ 4.656, com um piso anterior em US$ 4.553 registrado em 2 de abril.
Próximos dados de inflação, como o CPI de março, poderão guiar o humor do mercado e manter o ouro como proteção versus oscilações cambiais.
Resumo: o ouro permanece firme, apoiado pela fraqueza do dólar e pela percepção de menor risco de cenário inflacionário, enquanto investidores aguardam novos indicadores e sinais de política monetária.