Economistas do DBS Group Research, Radhika Rao e Chua Han Teng, avaliam como ASEAN-6 e a Índia responderão ao aumento dos preços de energia e às pressões inflacionárias renovadas. Eles argumentam que Cingapura já apertou a política monetária através da banda SGD NEER, enquanto Filipinas e Vietnã podem liderar altas de juros; Indonésia e Malásia permanecem no meio; Tailândia e Índia caminham mais lentamente, com a política fiscal como defesa firme.
O choque de energia redesenha caminhos de política regional
Em meio a tensões no Oriente Médio que vão se acentuando, os bancos centrais de ASEAN-6 e da Índia enfrentam um dilema de política já conhecido, porém mais intenso: como responder à inflação gerada por energia externa sem comprometer o crescimento interno.
Para isso, a sequência de aperto monetário entre os bancos centrais da ASEAN será ditada pelo risco ou pela magnitude da passagem de preços mais altos de petróleo e gás para os preços domésticos, bem como pelos riscos de cortes de subsídios ou de aumentos de preços de combustíveis, o que terá impactos de primeira e segunda ordem na estabilidade de preços.
A narrativa na maior parte do restante da região é significativamente mais diferenciada, com a sequência de aperto prevista a seguir:
- Campo hawkish — se os preços da energia permanecerem elevados, Filipinas e Vietnã devem liderar o ciclo de aperto.
- Ponto intermediário — Indonésia e Malásia estão nesse grupo.
- Gradualistas — Tailândia e Índia devem demonstrar menos urgência para endurecer a política.
