China: Queda do superávit comercial eleva riscos de crescimento, segundo ING

O economista-chefe da ING para a China aponta que o superávit comercial de março recuou para o menor nível em 13 meses, com as exportações desacelerando e as importações crescendo, especialmente em categorias ligadas à tecnologia. A equipe projeta que preços mais altos de energia elevem o valor das importações, reduzindo a contribuição líquida do saldo comercial ao crescimento e deixando a previsão do PIB do 1T26, em torno de 4,7%, mais vulnerável.

Queda do superávit e aumento de importações redefine o cenário

O superávit de março ficou em US$ 51,1 bilhões, atingindo o menor nível em 13 meses, com exportações caindo acima do esperado e importações subindo, impulsionadas pelo aumento de preços em tecnologia. Espera-se que custos de energia mais elevados alimentem as importações nos próximos meses.

Altos preços de energia devem ampliar as importações ainda mais nos meses seguintes, o que ajudará a atenuar as preocupações de parceiros comerciais, mas reduzirá a participação do saldo líquido nas estimativas de crescimento.

Com a demanda externa ainda relevante, especialmente se não houver novos choques tarifários, a demanda externa deve continuar sendo um motor importante do crescimento neste ano.