Analista de energia aponta que o Brent acima de US$100 por barril não gerou um choque de preços no estilo dos anos 1970, já que o mercado continua assumindo que o conflito será breve e que os preços devem recuar no curto prazo.
Backwardation: curva de futuros tempera as preocupações com stagflation
A curva de Brent está backwardated, com contratos de 6 e 12 meses bem abaixo do preço à vista, o que limita o quanto outros ativos precificam um choque inflacionário prolongado.
“Hoje, o mercado ainda acredita que o conflito será curto. Isso explica por que as curvas de energia permanecem onde estão”, diz o analista.
“Em outras palavras, o mercado não está precificando um choque de petróleo sustentado como vimos em 2022.”
Com esse entendimento de curto prazo, a reação dos mercados tende a ser mais moderada do que em choques de petróleo de décadas passadas.
Enquanto essa visão permanecer e não houver expectativa de uma crise stagflacionária persistente, não é surpresa que as quedas observadas em choques anteriores não se repitam.
Texto adaptado para leitura clara em PT-BR.

