Estrategistas do Deutsche Bank observam que o petróleo Brent subiu para seu nível mais alto em três semanas, enquanto o Estreito de Ormuz permanece efetivamente fechado e as negociações de paz entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã estagnam. Eles destacam que o Brent está operando acima de $100/bbl, com ganhos estendendo-se ao longo da curva de futuros, e que os mercados estão precificando cada vez mais um choque inflacionário persistente movido pela commodity.
Curva do Brent sinaliza força contínua
“Tivemos o relatório da Axios no final da noite de domingo (horário dos EUA) sugerindo que o Irã teria oferecido aos EUA uma nova proposta para reabrir o Estreito de Ormuz. Como resultado, os preços do petróleo provavelmente não subiram tanto quanto teriam subido no início da semana sem essa notícia”, afirmam os analistas.
No entanto, sem progressos imediatos, as cotações seguiram em alta durante o dia. No fechamento, o Brent (+2,75%) retornou ao patamar de $108,23/bbl, o maior nível de encerramento desde o anúncio do cessar-fogo de duas semanas no início de abril.
“Sem sinais de resolução e com o Estreito de Ormuz essencialmente fechado, o Brent atingiu sua máxima em três semanas, subindo +1,00% para $109,31/bbl no overnight, após a alta da sessão anterior”, destaca a equipe do banco.
Além disso, o movimento de alta foi nítido em toda a curva de futuros, com os contratos de 6 meses do Brent subindo +1,79%, para $88,01/bbl. Dado que o ativo se mantém acima de $100/bbl há quase uma semana, as preocupações com a inflação global voltaram a dominar a agenda do mercado financeiro.



