Resumo executivo: A BNY aponta que a América Latina continua a ser a região mais resiliente entre classes de ativos, com moedas estáveis e ações atraindo fluxos positivos mesmo em um ambiente de risco elevado.
Brasil como hedge, Peru como alta beta
Entre os mercados da região, o Brasil é visto como hedge diversificado de alto rendimento, beneficiando-se de termos de comércio mais fortes em exportações de alimentos e energia. Além disso, o país mantém um dos maiores níveis de juros nominais entre os emergentes, funcionando como amortecedor contra quedas. Em contraste, o Peru se tornou uma economia com maior dependência de um único commodity, com ações fortemente atreladas aos movimentos do preço da prata. Não é surpresa que os fluxos de capital sigam trajetórias divergentes: ambos tiveram entradas robustas no ano, mas com tendências quase opostas no acumulado.
Contexto de fluxo e demanda por ativos reais: em cenários de busca por temas concentrados, as ações peruanas oferecem exposição relevante, mesmo diante de volatilidade. O Brasil oferece maior diversificação setorial e de taxas, fortalecendo a percepção de porto seguro para o câmbio regional. Os dados atuais indicam que, pela primeira vez desde o início do conflito, as ações peruanas superam as brasileiras, sinalizando uma preferência de risco maior frente aos mercados globais, ainda que a região permaneça relativamente isolada.
