O dólar dos EUA recua moderadamente nesta quarta-feira, enquanto o dólar canadense firma-se um pouco mais em meio a uma aversão ao risco mais contida, após afirmações sobre um desfecho rápido do conflito no Irã.
Um dia após o presidente norte-americano sugerir que os EUA deixariam o Irã em duas ou três semanas, mesmo sem acordo com Teerã, o mercado permanece cauteloso. A expectativa é de que o Estreito de Hormuz possa permanecer estável após a retirada, com a imprensa destacando um anúncio importante sobre o Irã para a tarde de hoje.
A reação não tem sido virulenta: ataques próximos a Isfahan foram relatados e há relatos de mísseis lançados do Iêmen. Além disso, o Wall Street Journal informou que os Emirados Árabes Unidos estariam abertos a coalizões para pressionar Teerã a reabrir Hormuz; o secretário de Defesa reforçou que a pressão continuará até um acordo ser alcançado.
O preço do petróleo, principal exportação do Canadá, vem recuando pelo segundo dia consecutivo. O benchmark West Texas Intermediate caiu quase 5% nos últimos dois dias, recuando para abaixo de US$ 100, o que dificulta uma recuperação expressiva do CAD.
No plano macro, o PMI de manufatura canadense (PMI) e outros dados podem atrair atenção ao longo do dia. Nos EUA, as informações de emprego do ADP, as vendas no varejo de fevereiro e o PMI de manufatura ISM devem moldar o tom para o relatório de empregos não-agrícolas (Nonfarm Payrolls) programado para a próxima sexta-feira.
Com o cenário ainda volátil, o par USD/CAD pode permanecer próximo da marca de 1,3900, à medida que investidores aguardam novos dados econômicos e sinais sobre o rumo das tensões geopolíticas.