A economia de Taiwan recebe uma atualização para 2026 à luz do aumento nos preços de petróleo e gás natural liquefeito, impulsionados pela tensão no Oriente Médio, o que eleva os custos de importação. A inflação medida pelo IPC deve ficar em 2,1%, frente a 1,5%, e o crescimento do PIB é revisado de 8,0% para 7,6%. A CBC deve manter a taxa básica em 2,0%, com risco de alta já em junho.
Inflação pressionada pelo choque energético
Elevamos nossa projeção de inflação de 2026 para 2,1% (de 1,5%) para refletir o impacto de preços mais altos de petróleo e LNG decorrentes do conflito no Oriente Médio. O mecanismo de estabilização de preços do governo deve reduzir o repasse à inflação ao consumidor.
No entanto, custos crescentes e interrupções no fornecimento de insumos industriais e agrícolas, bem como a inflação importada, podem, em algum momento, se repassar para os preços ao consumidor. Por ora, esperamos que esse aumento seja temporário, dependendo da duração e da intensidade do conflito.
Também reduzimos a projeção de crescimento do PIB de Taiwan em 2026 para 7,6% (de 8,0%), prevendo que a alta global em energia e insumos resulte em demanda global mais fraca, o que freia as exportações taiwanesas.
A demanda por eletrônicos de consumo pode sofrer impactos mais perceptíveis. A demanda por IA pode não cair de imediato, mas um aumento prolongado nos custos de energia pode representar um desafio significativo para investimentos em IA e para a demanda por semicondutores de Taiwan.
Partindo do cenário base de que a inflação será temporária, mantemos a expectativa de que o CBC manterá a taxa de política monetária em 2,0% pelo restante do ano. Contudo, caso os preços do petróleo subam rapidamente nas próximas semanas, não podemos descartar um novo ajuste já em junho.
