Singapura: Choque de energia importada impulsiona a postura do MAS – UOB

Jester Koh, da UOB, afirma que o MAS elevou as projeções de inflação para 2026, estabelecendo faixas de 1,5% a 2,5%, diante do aumento dos custos de energia importada. Ele ressalta que altas de petróleo e gás devem se refletir na inflação de Singapura por meio da eletricidade, transporte e bens de consumo.

Custos energéticos mais altos elevam a perspectiva de inflação

O MAS informou que, para 2026, as estimativas de inflação core e headline passaram a ficar entre 1,5% e 2,5%, frente a 1,0%–2,0% anunciados em janeiro. A ata de política monetária expressou maior confiança na trajetória da inflação do que no crescimento.

Mesmo com eventual restabelecimento de suprimentos do Oriente Médio, os preços globais de energia devem permanecer elevados por algum tempo, já que as entregas sofrem atrasos, a oferta ainda se recupera lentamente e as ações para recompor reservas energéticas ajudam a sustentar a demanda reprimida. Como consequência, espera-se alta nos preços de bens intermediários e finais importados.

Anteriormente, ajustamos nossa projeção de inflação headline para 2026 para 2,0% (de 1,5%); 2027F em 2,2%, e inflação core para 1,9% (de 1,5%; 2027F: 1,9%). Mantemos que os riscos seguem inclinados ao cenário positivo, com efeitos secundários de custos maiores com utilidades, transporte e insumos refletidos na inflação de bens e serviços.

Sob as premissas base, projetamos que o MAS aperte a política monetária na MPS de outubro de 2026, com um alongamento da banda S$NEER em 50 bps, para 1,5% ao ano, existindo a possibilidade de adiantar essa medida para a MPS de julho de 2026.