Zona do euro: riscos energéticos impulsionam o argumento por alta da ECB, dizem analistas da Nordea

Analistas da Nordea destacam que a inflação na zona do euro ficou em 2,5% no acumulado de 12 meses em março e deve se aproximar de 3% nos meses seguintes, com a energia contribuindo de forma mais expressiva e as expectativas de preços subindo. Nesse cenário, os fundamentos para que o Banco Central Europeu (ECB) comece a subir as taxas parecem mais fortes, especialmente se petróleo, gás e eletricidade permanecerem em alta.

Riscos de alta alimentados pela energia

A leitura de março confirma o início de um ciclo de aperto, e os especialistas indicam que, mesmo com os preços de energia atuais, o petróleo pode manter níveis elevados em abril. Esse choque de energia pode tornar as leituras de inflação menos ancoradas, aumentando a probabilidade de alta de juros pelo ECB neste ciclo.

Observa-se que o impacto de gás e eletricidade mais caros pode pressionar inflação e crescimento, ampliando a resposta da instituição monetária, dizem analistas. Se os preços de energia continuarem em patamares elevados, os efeitos sobre a economia serão mais intensos, exigindo uma comunicação clara e ações compatíveis.

As atenções ainda estão voltadas aos próximos indicadores de inflação e aos dados de atividade antes da reunião do ECB em 30 de abril, que devem definir o tom das decisões.