Segundo o estrategista global do Rabobank, as metas estratégicas dos EUA no que seria uma Terceira Guerra do Golfo e o controle da energia do Oriente Médio podem remodelar a hegemonia norte-americana e o cenário do dólar. O relatório aponta uma corrida para novos sistemas de defesa, questiona o futuro da OTAN e indica dados dos EUA que virão, como confiança do consumidor e vagas JOLTS, além de comentários do presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee.
Estratégia de guerra e dados macro em foco
Os impactos para os EUA nesta guerra vão muito além dos preços do petróleo e das eleições de meio mandato: a chamada reverse perestroika de Trump e a hegemonia norte-americana no século XXI podem depender de quem vencer. Se os EUA vencerem, poderão de fato controlar a energia do Oriente Médio e construir uma nova arquitetura regional. No entanto, artigos da imprensa financeira defendendo um roteiro para a liderança global chinesa poderiam estar certos caso os EUA percam — nesse cenário, todos que apostam na chamada ordem baseada em regras também saem prejudicados.
Somente ao reconhecer essa imperativa geopolítica é que a disposição de Trump para avançar na escalada fica previsível, bem como a ideia de que os mercados não obteriam o que esperam. Esse raciocínio sustenta nossa hipótese geopolítica de que a guerra pode terminar em 2-3 semanas, em termos favoráveis aos EUA — algo que também foi compartilhado com o G7, mas apenas depois que as coisas piorarem primeiro. Se piorarem e permanecerem assim, as projeções econômicas também permanecerão.
Nos EUA, há uma corrida para migrar para novos sistemas de defesa, para que drones baratos não sejam combatidos com mísseis de milhões de dólares. Isso exigirá uma grande reconfiguração da indústria militar, com lições tiradas da Ucrânia, cuja atuação foi alvo de comentários do CEO da Rheinmetall na Alemanha recentemente.
Nos EUA, chegam dados de confiança do consumidor de março e de vagas de fevereiro, o chamado JOLTS. O presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, também tem fala prevista.

