O euro opera sob pressão frente ao dólar, com tensões geopolíticas no Oriente Médio afetando o apetite por risco e sustentando a demanda pela moeda norte-americana. No momento da análise, o par EUR/USD fica próximo de 1,1573, devolvendo boa parte dos ganhos de ontem e registrando queda de cerca de 0,35% no dia.
O Dollar Index (DXY) gira em torno de 99,50, tentando se recuperar após tocar abaixo de 99,00 na segunda-feira.
A elevação do preço da energia continua pesando sobre a economia da zona do euro, que é uma grande importadora de energia, ampliando preocupações sobre crescimento mais lento e inflação persistente. Mesmo com expectativas de altas de juros do Banco Central Europeu (BCE), não houve impulso claro para o euro.
Por outro lado, o dólar continua a ganhar impulso por fatores de apoio, já que os Estados Unidos são exportadores líquidos de petróleo, o que o torna menos sensível a altas de energia. Além disso, o petróleo é cotado em dólares, o que reforça a demanda global pela moeda. Em períodos de incerteza, investidores costumam buscar o dólar pela segurança e pela liquidez, consolidando seu papel como moeda de reserva mundial. O rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA também tem contribuído, com o mercado já precificando a trajetória de juros do Fed para o ano.
Do ponto de vista técnico, o gráfico diário aponta um viés de curto prazo levemente baixista, com vendedores defendendo o nível de 1,1600 e o par operando abaixo das médias móveis simples de 100 e 200 dias, próximas de 1,1670–1,1680, o que mantém o tom de pressão negativa.
No aspecto de momentum, os indicadores sugerem que a pressão de venda pode arrefecer, com o RSI recuperando de níveis próximos ao sobrevendido para cerca de 45, ainda abaixo do centro, e o MACD virando levemente positivo, mas ainda próximo da linha zero, sinalizando apenas um interesse de recuperação contido em um cenário geral de fraqueza.
Para cima, a resistência imediata aparece no retracement de 38,2% da faixa 1,1411–1,1929, em 1,1609, seguida pelo retracement de 50% em 1,1670, onde as SMAs de 100 e 200 dias convergem, formando uma zona de resistência robusta.
Para baixo, o suporte imediato fica na região do retracement de 23,6% em 1,1530, seguido pela recente mínima em 1,1410. Uma ruptura abaixo desse patamar pode abrir espaço para novas perdas em direção a 1,1350.