EUR/USD recua pela terceira sessão consecutiva, sob a força do dólar americano, que recebeu suporte de dados recentes.
- O euro permanece pressionado, abaixo de 1,1800, com o dólar em valorização.
- Solicitações iniciais de auxílio-desemprego nos EUA caíram mais do que o esperado e o ISM de manufatura, de Philadelphia, mostrou recuperação robusta, fortalecendo o dólar.
- Na Europa, as tensões políticas na França pesam sobre o euro enquanto não surgem novos catalisadores macro.
O par EUR/USD está em queda pelo terceiro dia, negociando por volta de 1,1775, perto de sexta-feira, longe das máximas de quatro anos acima de 1,1900 atingidas no início da semana. A queda maior que o esperado nas solicitações de seguro-desemprego nos EUA e a leitura positiva do levantamento da Philly Fed ajudaram a sustentar o dólar.
Do lado europeu, o calendário econômico tem sido leve, mas os protestos anti-austeridade ganham força na França, pressionando o euro. Centenas de milhares de pessoas se manifestaram nas principais cidades para exigir mudanças nas propostas de cortes de gastos.
Nos EUA, a Suprema Corte também deve decidir sobre tarifas comerciais em breve, adicionando incerteza aos mercados, embora isso tenha um impacto limitado no momento. Em geral, o dólar mantém tom moderadamente positivo, com humor de mercado neutro e ausência de dados fundamentais relevantes; porém, eventuais ganhos do dólar devem permanecer contidos, com traders prevendo novas medidas de alívio por parte da Federal Reserve nos próximos meses.
Análise técnica: EUR/USD
O suporte-chave fica na região de 1,1700, com a tendência de alta ainda em jogo. O indicador RSI permanece oscilando abaixo de 50 no gráfico de 4 horas, sugerindo momentum de baixa. A área de 1,1770-1,1760 tem atuado como linha de defesa em recentes recuos, enquanto a zona de 1,1710-1,1715 oferece suporte mais amplo. Abaixo, o alvo fica próximo de 1,1660, caso haja continuidade da queda.
Para cima, a resistência imediata fica em torno de 1,1790, seguida pela região de pico próximo a 1,1850 e 1,1878, perto da máxima de setembro.
Indicadores econômicos relevantes: as leituras de emprego e índices de atividade nos EUA continuam a guiar o dólar, com o mercado monitorando também a agenda europeia para sinais de novos impulsos para o euro.