O par AUD/USD caiu para aproximadamente 0,6980, devolvendo grande parte da máxima de março perto de 0,7120. Em menos de uma semana, a cotação já recuou mais de 200 pips, rompendo pela primeira vez o suporte de 0,7000 desde o início de fevereiro. Mesmo com uma elevação geral da volatilidade, a sessão de segunda-feira fechou pouco alterada, sinalizando hesitação antes da abertura da sessão.
Os dados de PMI de março da Austrália vieram mais negativos do que o esperado. O índice composto caiu para 47,0, ante 52,4 em fevereiro, com o serviço despencando para 46,6 de 52,8. Já a manufatura ficou ligeiramente acima de 50, em 50,1, desacelerando em relação ao mês anterior. Esses números sugerem que interrupções na logística global e o aumento dos custos com energia estão afetando a atividade doméstica, o que complica a postura de aperto do RBA. O banco elevou a taxa em 25 pontos-base, para 4,10%, em uma votação apertada de 5 a 4, com o governador enfatizando que a inflação já estava elevada antes do conflito.
Os mercados ainda precificam uma chance relevante de outro movimento de alta em maio, mas uma deterioração contínua dos dados pode levar a revisões de cenário. O teste seguinte fica por conta da divulgação do CPI de fevereiro nos EUA, com inflação ao redor de 3,8% no YoY e a média aparada em 3,4%.
Do lado do dólar americano, o Fed manteve as taxas entre 3,50% e 3,75% na reunião de março, em uma votação quase unânime. As projeções indicam a possibilidade de um corte adicional ainda neste ano. O presidente Powell adotou tom cauteloso, citando incertezas sobre o impacto econômico do conflito no Irã e uma inflação que avança mais lentamente do que o esperado. Na terça-feira, serão divulgados os PMI de fevereiro dos EUA, além dos dados de produtividade e custo hora trabalhada do quarto trimestre.
Análise Técnica (1h)
No gráfico de 1 hora, o AUD/USD opera em torno de 0,7013. O viés de curto prazo é ligeiramente positivo após a recuperação abaixo de 0,6950, com o suporte imediato em 0,7000 e possíveis alvos em 0,7030 e 0,7050, onde a EMA de 200 períodos atua como barreira. Um rompimento acima dessa zona abriria caminho para a região de 0,7070. Em downside, o suporte fica em 0,7000, com risco de retração para 0,6980 e, se houver queda adicional, 0,6950.