Waller do Fed: Não vejo necessidade de considerar aumentos nas taxas de juros

Em uma leitura trazida pelo relatório de empregos, um integrante do Federal Reserve indicou que, pela leitura dos números, poderia divergir na decisão de política monetária; porém a inflação passou a ser a principal preocupação. A tendência aponta para um crescimento da força de trabalho próximo de zero.

Principais Pontos

Mesmo com o relatório de empregos, a inflação ganhou relevância. A expectativa agora é de que o crescimento da força de trabalho fique quase nulo, o que muda o patamar de equilíbrio do mercado de trabalho. O zero crescimento de empregos não parece normal, mas pode sinalizar desemprego estável. Se o petróleo permanecer alto por longos meses, isso se refletirá na inflação de núcleo. Um choque de petróleo persistente não seria transitório para a inflação. Não se pode ignorar esse choque; cautela é necessária. Quer aguardar para observar como evolui antes de decidir por cortes de juros neste ano. Ainda avança na contenção da inflação estrutural, que pode estar próxima de 2% atualmente, embora tarifas a elevem. Não há necessidade de considerar aumentos de juros neste momento.

O mercado não sinaliza desancoragem de expectativas; investidores entendem que a inflação deverá recuar conforme as tarifas forem reduzidas. Se os efeitos tarifários persistirem na segunda metade do ano, o cenário se torna mais desafiador. Um choque apropriado de petróleo poderia levar empresas a reduzir empregos. A perspectiva do consumidor pode piorar com o aumento dos preços da gasolina. Não há razão para tornar as reservas do banco mais escassas apenas para reduzir o balanço. Debates sobre ajustar a demanda por reservas e permitir o encolhimento do balanço são tópicos válidos para estudo. Em caso de perdas no crédito privado, o efeito tende a alcançar várias empresas e pessoas de maior renda.