O analista Derek Halpenny, da MUFG, aponta que a decisão unânime de manter a política do Banco da Inglaterra, aliada a uma rápida reprecificação da curva de juros de curto prazo, ajudou a impulsionar os rendimentos no Reino Unido e, por consequência, a libra. Segundo ele, o ajuste das taxas acabou parecendo um pouco além do necessário, e alerta para a possibilidade de que uma piora da situação no Oriente Médio e o aumento dos preços de energia possam afetar as ações, reverter parte do aperto incorporado nos mercados e reduzir o suporte da libra vindo dos rendimentos.
Choque do BoE e subida dos rendimentos fortalecem a libra
Embora os movimentos de ontem tenham sido expressivos, acreditamos que o ajuste de juros ficou um pouco além do necessário, abrindo espaço para ajustes adicionais se o cenário piorar.
Se a conjuntura no Oriente Médio se agravar e os preços da energia subirem, a resiliência dos mercados de ações pode diminuir, levando a quedas mais acentuadas que podem reverter parte do aperto já precificado.
A libra permanece apoiada pela alta dos rendimentos, embora esse apoio não seja tão robusto quanto se esperaria para movimentos desse porte, e esse suporte pode sumir se as condições de risco piorarem.
