O dólar demonstra força tática no curto prazo, impulsionado por diferenças de juros e fluxos de capitais; em cenários de maior incerteza, ele se beneficia de liquidez elevada e da percepção de ativo de refúgio.
Porém, a visão de longo prazo aponta para um declínio estrutural: déficits fiscais persistentes, produtividade relativamente baixa e uma readequação da ordem monetária global sugerem que a hegemonia do USD pode perder força ao longo do tempo.
No curto prazo, fatores como política monetária dos EUA, condições de financiamento e apetência por proteção podem manter a força do dólar. Investidores devem acompanhar a evolução de taxas de juros, dados de inflação e o ritmo de crescimento mundial.
Aspectos práticos para traders: o USD pode permanecer resiliente nos próximos meses, mas o cenário macro em transformação aponta para um ajuste gradual. Diversificação, estratégias de hedge cambial e avaliação de correlação com commodities e outras moedas são caminhos recomendados.
