Óleo: a correlação com o dólar é questionada — BNY

O petróleo continua sendo um dos ativos mais sensíveis aos movimentos do dólar, mas um relatório recente da instituição BNY Mellon sugere que a relação entre os preços do petróleo e a moeda norte-americana pode não ser mais tão estável. Vários fatores ajudam a explicar essa mudança de cenário, incluindo choques de oferta e demanda, além de políticas monetárias que ganham protagonismo por si sós.

Panorama atual

De acordo com a análise, a presença de um dólar mais forte não se traduz automaticamente em preço de petróleo mais baixo, e nem sempre o recuo da cotação da energia acompanha o fortalecimento da divisa. Mercados commodities mostram maior sensibilidade a eventos geopolíticos, leading indicators de estoques globais e decisões da OPEC+

Fatores em jogo

  • Oferta global e cortes de produção;
  • Demanda de grandes consumidores, como China e EUA;
  • Políticas monetárias e expectativas de juros;
  • Incertezas geopolíticas que afetam o sentimento de risco.

O que observar nos próximos meses

Analistas recomendam acompanhar os relatórios de estoques, as declarações de OPEC e as sinalizações de política monetária. BNY Mellon destaca que a relação pode se tornar apenas parte de um quadro maior, em que fatores de oferta, demanda e câmbio interagem de forma mais complexa.

Conclui-se que o petróleo poderá responder a uma combinação de drivers, tornando a antiga correlação com o dólar apenas um dos muitos parâmetros a se observar.