O ouro se aproxima de um recorde próximo de 4.700 dólares por onça, impulsionado pelos temores de uma escalada na guerra comercial entre os Estados Unidos e a União Europeia. Em meio à incerteza macroeconômica, o metal precioso atrai investidores que buscam refúgio seguro.
Analistas apontam que quedas nos rendimentos, a volatilidade do dólar e riscos geopolíticos estão alimentando a demanda por ativos estáveis. Enquanto as bolsas oscilam, o ouro atua como proteção contra a inflação e a desvalorização de moedas.
Mercados observam as negociações entre EUA e UE, tarifas e sanções, com atenção aos sinais de acordo ou de agravamento. A demanda física permanece moderada, mas fundos de investimento e reservas de bancos centrais mantêm posição de compra.
Se o ouro ultrapassar a marca de 4.700 dólares, pode haver impulso adicional de compra no curto prazo, ainda que a trajetória dependa de movimentos de juros e do dólar. Especialistas destacam que o metal continua suscetível a correções técnicas após altas expressivas.
Os investidores seguem monitorando indicadores de inflação, política monetária e perspectivas de crescimento global, bem como a saúde econômica da China e de outras grandes economias, que podem moldar a direção do ouro nos próximos dias.