Foi um domingo relativamente morno na sessão europeia, sem dados relevantes e com fluxo de notícias bem contido. O destaque ficou com o iene japonês.
O iene valorizou-se após dados do Tankan terem vindo melhores do que o esperado e com comentário construtivo do BoJ durante a noite. As chances de um aumento de 25 pontos-base na autoridade monetária subiram para cerca de 83%.
O mercado continua acreditando que o BoJ deverá reajustar a política monetária nesta semana, porém não espera que o banco supere o cenário de precificação atual, que projeta aperto de cerca de 67 pontos-base até o fim do próximo ano. O iene tende a ser mais influenciado pelos dados dos EUA do que pela decisão do BoJ, a menos que haja surpresa por parte da instituição.
O dólar americano, por sua vez, segue fraco generalizado após o presidente do Fed, Powell, sinalizar uma postura mais dovish em sua coletiva. Porém, temos dados-chave dos EUA nesta semana que podem mudar a tendência de curto prazo, começando amanhã com o relatório de empregos (NFP).
Na sessão norte-americana, o principal destaque será a divulgação do CPI canadense. A leitura mais importante a acompanhar é a medida de inflação subjacente, o Trimmed Mean CPI anual, esperada em 2,9% frente a 3,0% anterior.
Na semana passada, o BoC manteve as taxas inalteradas, mas ainda não confirmou plenamente as perspectivas de alta de juros. O banco manteve tom cauteloso, destacando fraquezas nos dados de PIB e emprego recentes, apesar de melhorias observadas. O mercado continua precificando um aumento de juros até o final de 2026.
