O relatório da BNY aponta que a inflação preliminar de março na Europa veio acima do esperado, impulsionada pelos custos com energia e derivados, com o diesel superando os patamares de 2022. Governos estão contendo os preços de combustível por meio de impostos e margens, o que levanta dúvidas sobre a credibilidade fiscal.
Inflação impulsionada pela energia complica o cenário de política monetária
As primeiras leituras de março não trazem boas notícias. Embora haja efeito de base, os bancos centrais europeus devem se preparar para oscilações de até 1% mês a mês nos preços, motivadas por variações nos custos de energia.
Embora os preços do petróleo pareçam ter atingido picos, a atenção dos governos europeus se volta para os derivados — onde a oferta pode ser mais desafiadora.
Os preços do diesel na Europa já ultrapassaram a marca de 200 dólares por barril, acima dos níveis de 2022, e os estoques de diesel e de combustível para aviação na UE no fim de 2025 ficaram abaixo de dois meses de fornecimento.
Nos próximos dias, ainda serão divulgados mais números de inflação para março fora da zona do euro, oferecendo aos bancos centrais informações adicionais para calibrar suas respostas. Por ora, as decisões futuras permanecem em aberto, com a maior parte mantendo cautela diante da incerteza sobre preços e suprimentos.
Continuamos estimando, no máximo, uma única alta do BCE, do Banco da Inglaterra e do Riksbank, enquanto o Norges Bank já sinalizou uma alta.