Geoff Yu, da BNY, mantém uma visão amplamente construtiva sobre a África do Sul e o rand, destacando melhorias estruturais sob o Governo de Unidade Nacional e o impulso anterior do termos de troca com o rally de commodities de 2026. No entanto, ele alerta que as reformas levarão tempo, pressões salariais permanecem elevadas e as exposições a moedas de mercados emergentes, incluindo o ZAR, exigem gestão de risco mais rigorosa à medida que aumentam os riscos inflacionários.
Reformas positivas, mas controle de risco cambial mais rigoroso
Durante grande parte dos últimos 18 meses, temos mantido uma visão bastante positiva sobre o ZAR e a África do Sul, já que muitos problemas estruturais foram resolvidos com o esforço do Governo de Unidade Nacional.
O rali de commodities no início de 2026 elevou os termos de troca da África do Sul, mas esse impulso pode se desfazer rapidamente diante de pressões energéticas.
Apesar disso, institucionalmente, reformas recentes, como regras fiscais, levarão tempo para se firmarem, e isso só é viável quando as condições financeiras globais estiverem frouxas.
Enquanto isso, acordos salariais recentes permanecem elevados, e o mercado pode exigir taxas nominais ainda maiores para compensar custos de insumos e riscos de oferta de mão de obra.
Mantemos uma visão positiva para a renda fixa de mercados emergentes como um todo, mas as exposições cambiais requerem gestão de risco muito mais cuidadosa — especialmente se os bancos centrais ficarem aquém das respostas proativas que o risco inflacionário exige.
