WTI recua ao redor de US$ 63,50 por barril, mantendo-se sob pressão diante de sinais de aperto na oferta global.
Durante as negociações asiáticas, o preço do crude estável, com queda de mais de 2% na sessão anterior, após dados indicarem uma redução considerável nos estoques de petróleo nos EUA.
API aponta queda de 3,8 milhões de barris na semana passada, a maior retirada em sete semanas, alimentando preocupações com o abastecimento. Dados oficiais mostraram que os estoques de petróleo cru americano caíram 3,8 milhões de barris na semana anterior, após recuo de 3,4 milhões na semana anterior.
Observadores notam que o fluxo de petróleo do Curdistão não retomou, apesar de esperanças de acordo para destravar o fornecimento entre a região e a Turquia. Houve interrupções desde março de 2023, com dois grandes produtores solicitando garantias de reembolso de dívidas.
Além disso, tensões geopolíticas persistem a sustentar os preços. A Otan prometeu uma resposta \”robusta\” a violações de espaço aéreo russo e a ataques de drones sobre refinarias e oleodutos na região. Em paralelo, observadores também acompanham a possibilidade de tarifas adicionais, caso haja resistência russa para encerrar o conflito.
No terreno macro, o mercado encara sinais mistos da política monetária dos EUA. O presidente da instituição, Jerome Powell, sinalizou cautela, destacando que o banco central precisa equilibrar a inflação elevada com um mercado de trabalho mais lento. Custos de empréstimos mais altos por mais tempo podem prejudicar a atividade econômica e a demanda por petróleo.
Tópicos frequentes sobre WTI
- Oferta e demanda: a base que move os preços, influenciada por crescimento global e instabilidade.
- Dados de estoques: relatórios semanais do API e da EIA ajudam a medir o equilíbrio entre oferta e demanda.
- Impacto de OPEC: decisões de produção afetam a disponibilidade e os preços.
