WTI cai para mínimo de três meses com a aproximação da reunião da OPEP+

  • WTI cai para US$61,20, menor desde 2 de junho, antes de estabilizar próximo de US$61,50.
  • Mercados aguardam a reunião da OPEP+ no domingo; a Arábia Saudita pressiona por uma volta acelerada de aproximadamente 1,66 milhão de bpd, embora nenhuma decisão final tenha sido tomada.
  • WTI opera abaixo da SMA de 50 dias em US$64,90, com suporte crucial em US$61,50; se rompe esse piso, alvo pode ficar em US$59,50-58,50.

O petróleo WTI encerra a semana sob pressão, ampliando a queda de três dias consecutivos, enquanto traders aguardam a reunião da OPEP+ programada para este domingo. No momento da edição, o benchmark negociava próximo de US$61,50 por barril, cerca de 2,7% abaixo do fechamento anterior, marcando a maior baixa desde 2 de junho e sinalizando a possibilidade de uma primeira queda semanal em três semanas.

A recente elevação de volatilidade acontece diante da avaliação de uma possível mudança de oferta pela OPEP+. Segundo reportagens, a Arábia Saudita tem pressionado pela recuperação mais rápida de cerca de 1,66 milhão de bpd de produção previamente reduzida, na tentativa de reconquistar participação de mercado. Embora delegados tenham destacado que não há decisão final e manter a produção estável até outubro continua como opção, membros poderão concordar com um aumento já neste fim de semana ou ao longo do ano. Qualquer proposta de expansão de oferta pode encontrar resistência de quem quer manter preços mais altos.

A queda também é reforçada por um aumento inesperado nos estoques de petróleo dos EUA, que reforçou preocupações com excesso de oferta. As ações do setor de energia acompanharam o recuo do petróleo, refletindo a cautela entre investidores diante da possibilidade de um impulso antecipado da OPEP+ combinado com sinais de demanda mais fraca.

\"Gráfico

O WTI permanece abaixo da média móvel de 50 dias, em US$64,90, após uma rejeição anterior, mantendo a tendência de curto prazo de baixa. O preço permanece acima de uma zona de suporte em US$61,50, área que freou quedas com frequência em agosto. Caso esse piso seja rompido, os próximos suportes ficam em torno de US$59,50 e US$58,50, com riscos estendidos para a faixa dos US$57. Do lado positivo, qualquer recuperação precisa superar US$62,50-63,50, com resistência mais forte na SMA de 50 dias. Enquanto esses níveis não voltarem, as altas devem enfrentar pressão de venda.

O RSI aponta leitura próxima de 39, sugerindo momentum baixista persistente, mas ainda sem condições de sobrevender. Isso indica espaço para mais quedas antes que compradores ingressem, embora a proximidade de uma importante zona de suporte aumente o risco de recuo caso os preços consigam se estabilizar acima de US$61,00.