A instituição Westpac afirma que a nova regra do regulador australiano APRA, que estabelece um teto para empréstimos com elevado DTI, é uma medida preventiva para reduzir riscos emergentes no mercado de imóveis, mas não deve restringir o sistema como um todo, ainda que afete alguns tomadores na margem.
A APRA, autoridade reguladora prudencial australiana, fez esta semana um limite para a parcela de novos financiamentos em que o total de dívida é seis vezes ou mais a renda do mutuário. A Westpac observa que, embora os credores ainda possam conceder alguns empréstimos grandes, o teto não é restritivo para o mercado como um todo, mas provavelmente produzirá efeitos distributivos, principalmente para investidores e compradores jovens que dependem mais de empréstimos com alto DTI.
O banco também destaca que o timing é pró-ativo, já que partes do mercado habitacional podem já estar perdendo ímpeto. Porém, ressalta as limitações de controles macroprudenciais, que ajudam a moderar crédito mais arriscado, mas enfrentam dificuldades para conter movimentos amplos de preço.
Mais importante, a Westpac vê a medida como ligeiramente dovish para a política monetária. Com regras macroprudenciais mais restritivas em vigor, o argumento para usar a taxa de juros para frear a força do setor imobiliário fica mais fraco, abrindo um pouco mais espaço para o Banco Central cortar juros quando as condições permitirem.