Analistas da Nordea apontam que o dólar tende a perder fôlego nos próximos anos, conforme o capital global se desloca de ativos estadunidenses para outras regiões. A combinação de emissão elevada de Treasuries e crescentes necessidades de financiamento externo na Europa e no Japão cria ventos contrários ao dólar.
Realocação de capitais e taxas pesam sobre o dólar
Embora a reação inicial do mercado ao agravamento do conflito no Oriente Médio tenha sido de valorização do dólar, há vários fatores que podem pressionar a moeda ainda mais fraca do que o previsto.
Nossa leitura de cenário é de que a fraqueza do dólar nos próximos anos será em parte impulsionada pela realocação de ativos dos EUA para oportunidades de investimento em outras regiões.
Combinado a uma menor confiança na economia dos EUA, um aumento na oferta de títulos públicos no mercado global pode dificultar a colocação dessa dívida pelo Tesouro americano, o que tende a provocar ajustes de preço — resultando em dólar mais fraco e rendimentos mais altos em Treasuries.
Espera-se que o Banco Central Europeu implemente quatro altas de 25 pontos-base neste ano, enquanto a Reserva Federal provavelmente manterá as taxas inalteradas.
Isso reduziria o diferencial de juros entre os EUA e a zona do euro, potencialmente exercendo mais pressão de baixa sobre o dólar no corrente ano.
