O par USD/JPY recuou para perto de 159,60 durante a sessão europeia de terça-feira. O câmbio ficou marginalmente mais baixo enquanto o dólar americano opera com tom mais contido, após a divulgação de um relatório do Wall Street Journal (WSJ) que aponta que o presidente dos EUA, Donald Trump, estaria disposto a encerrar o conflito com o Irã, apesar do Estreito de Hormuz permanecer fechado.
O relatório do WSJ reforçou que Trump não pretende estender o conflito além do cronograma de quatro a seis semanas, e que houve danos significativos na marinha e na infraestrutura de mísseis de Teerã.
Durante o horário de negociação, os contratos futuros do S&P 500 subiram consideravelmente, com sinais de desescalada no Oriente Médio melhorando o sentimento do mercado. Enquanto isso, o índice do dólar (DXY), que mede o desempenho do dólar frente a seis grandes moedas, permaneceu praticamente estável em torno de 100,45.
Com o aumento do apetite por risco entre os investidores, o dólar não passou por forte pressão de venda, já que os preços do petróleo devem permanecer elevados devido à continuidade da influência militar do Irã no Estreito de Hormuz, cenário que sustenta as projeções globais de inflação.
Os traders já descartaram a possibilidade de dois cortes de juros pelo Fed neste ano após o início do conflito no Oriente Médio.
Enquanto isso, o iene japonês (JPY) negocia firme, com expectativas de que o Bank of Japan (BoJ) siga elevando as taxas de juros. O Sumário de Opiniões da reunião de política de março do BoJ, divulgado na segunda-feira, indicou que vários policymakers estavam confiantes de aumentos de juros no curto prazo. “Um membro afirmou que o BoJ deve aumentar a taxa de política sem hesitar se não houver sinais de deterioração significativa do ambiente econômico, mantendo uma postura voltada a pequenas e médias empresas”, aponta o Sumário de Opiniões.